Levada do Rei / Ribeiro Bonito

A nice 10km walk with fascinating colours and nature

Grutas do Paúl

A great set of amazing caves carved into the stone.

Boca das Voltas

Boca das Voltas is a secret viewpoint offering a great scenary. It is ideal to those who enjoy a nice walk in the middle of the forest.

Cais de São Jorge

An historic pier that was once the gate to the north of the island. A beautiful panoramic view at the tip of the pier.

Garganta Funda - Ponta do Pargo

A huge 140m waterfall in the middle of Ponta do Pargo's fields.

Arte de Portas Abertas - Old Town

A simple, old street that was transformed into an art galery. Look closely at each door. Discover its secrets!

Miradouro do Juncal

This viewpoint is located near Pico Arieiro and offers stunning views.

The Cliffs

Lets go for a walk along cliffs that reach from 250m to 500m altitude. The trail will present you with beautiful landscapes and interesting geological phenomena.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

A Revolta da Madeira 1931

A REVOLTA DA MADEIRA 1931


A Revolta da Madeira 1931 - Comício no Funchal de apoio à revolta

O descontentamento face ao novo regime cerealífero imposto pela ditadura de Salazar, a falência das casas bancárias de Henrique Figueira da Silva e Sardinha, o desemprego e a crise económica originaram, no início da década de 30, um clima propício à revolta popular que acabou por deflagrar nos primeiros dias de Abril de 1931.

De 4 de Abril a 2 de maio de 1931, o movimento revolucionário colocou a Madeira na ribalta da política portuguesa e fez despertar as atenções da Europa sobre a ilha. Da periferia atlântica, o governo da ditadura era duramente contestado.

Nesse espaço de tempo, o Comando Militar da Madeira tomou algumas decisões que correspondiam às aspirações dos madeirenses, nomeadamente sobre as Casas Bancárias em situação de falência, o desassoreamento do cais do Funchal e a indústria de bordados.

A superioridade das forças governamentais face às precárias condições de resistência dos conspiradores, bem como a convicção conscienciosa da necessidade de evitar um inútil banho de sangue, ditaram fatalmente a rendição. A esta não deve ser alheia a posição do governo britânico, ainda não devidamente estudada, mas que tudo indicia como favorável a Lisboa.

Para os madeirenses, que vibraram com promessas de liberdade e resolução de questões graves e antigas, a capitulação decidida pelo general Sousa dias e o coronel Fernando Freiria foi desilusão e simultaneamente fim de um sonho ou pesadelo.





RTP Arquivo 
Documentário sobre os acontecimentos ocorridos em 1931 na Ilha da Madeira:




Nelson Veríssimo, in A Revolta da Madeira: 1931, de Maria Elisa de França Brazão e Maria Manuela Abreu, DRAC, Funchal, 2008
As imagens que se seguem foram publicadas no livro referido anteriormente.

A Revolta da Madeira 1931 - 9 de abril

A Revolta da Madeira 1931 - Albino Marques Barcelos

A Revolta da Madeira 1931 - Assalto popular à Companhia Insular de Moinhos


A Revolta da Madeira 1931 - Assalto Revolta do Pão

A Revolta da Madeira 1931 - Aviões das tropas legistas sobrevoando o Funchal


A Revolta da Madeira 1931 - Bispo do Funchal

A Revolta da Madeira 1931 - Bombardeamentos

A Revolta da Madeira 1931 - Material e bombas explosivas dos revoltosos


A Revolta da Madeira 1931 - Camões e Pelico

A Revolta da Madeira 1931 - Canhão

A Revolta da Madeira 1931 - Canhão São Lourenço

A Revolta da Madeira 1931 - Carvalho de Araújo no Porto do Funchal


A Revolta da Madeira 1931 - Consulado Britânico 


A Revolta da Madeira 1931 - Destroços na ribeira

A Revolta da Madeira 1931 - Os "18 diabos de Machico"

A Revolta da Madeira 1931 - Esquadra concentrada no porto do Funchal depois do fim da revolta

A Revolta da Madeira 1931 - Funeral da primeira vítima da revolta

A Revolta da Madeira 1931 - Hidroaviões

A Revolta da Madeira 1931 - Ibo e Bingo na baía de Machico

A Revolta da Madeira 1931 - Jovens da Cruz Vermelha

A Revolta da Madeira 1931 - Militares revoltosos

A Revolta da Madeira 1931 - Militares revoltosos

A Revolta da Madeira 1931 - Militares revoltosos

A Revolta da Madeira 1931 - Moagens, Largo do Pelourinho

A Revolta da Madeira 1931 - Movimentação popular na Fábrica de São Filipe

A Revolta da Madeira 1931 - Movimentação popular na Revolta das Farinhas

A Revolta da Madeira 1931 - Movimentação popular




Fonte: A Revolta da Madeira: 1931, de Maria Elisa de França Brazão e Maria Manuela Abreu, DRAC, Funchal, 2008



A Revolta da Madeira 1931 - Navio Pero de Alenquer na Pontinha

A Revolta da Madeira 1931 - Navios no fim da revolta

A Revolta da Madeira 1931 - Primeiros feridos recolhidos no Hospital do Funchal

A Revolta da Madeira 1931 - Revoltosos

A Revolta da Madeira 1931 - Revoltosos


 A Revolta da Madeira 1931 - Silva Leal

A Revolta da Madeira 1931 - Tropas marchando desde Machico

A Revolta da Madeira 1931 - Tropas na pacificação da Revolta da Farinha

A Revolta da Madeira 1931 - Tropas revolucionárias no Palácio de São Lourenço

A Revolta da Madeira 1931 - Tropas na cidade



Outros vídeos:

https://youtu.be/hBNfQUhqyc8 
Entrevista de Virgílio Nóbrega a Rui Nepomuceno, Advogado, Politico, Historiador e investigador e autor de um livro em que se aborda a Revolta da Madeira. Programa: Em Entrevista - RTP Madeira (2013)





terça-feira, 6 de novembro de 2018

Poço das Casas - Ribeira do Porco

POÇO DAS CASAS / POÇA DOS NAMORADOS
RIBEIRA DO PORCO
N 32º47.337 / W 016º58.335

Poço das Casas

PT: 

A Ribeira do Porco nasce na Boca das Torrinhas (1430m) e é uma das mais caudalosas da ilha. A origem do seu nome é desconhecida mas deve-se provavelmente à importância destes animais para a subsistência dos locais. De acordo com o arrolamento do gado de 1893 haviam na freguesia cerca de 4060 porcos.

Ao longo do seu curso são frequentes pequenas poças, que deliciam a vista e convidam para um mergulho nas suas águas translúcidas. Esta poça é conhecida como Poço das Casas mas há também inscrições no local com referências a Poça dos Namorados. 

Apesar de não ter a pujante cascata ou a profundidade do seu vizinho Poço do André, este local tem como vantagem o acesso mais rápido e mais simples. O percurso começa na Falca de Cima numa vereda que começa por atravessar algumas casas e depois, na descida final, termina por entre latadas de vinha. Antes de chegar à ponte, viramos à esquerda e procuramos a melhor forma de descer até junto da ribeira. 
No final do percurso terás como recompensa o bonito Poço das Casas.

ATENÇÃO:
- O percurso deverá ser feito apenas com boas condições climatéricas.
- Deverás levar água e comida, roupa e calçado apropriados.
- Total (carro - Poço das Casas - carro): 900m, desnível 50m.
- Tenha em atenção o caudal da ribeira e evite mergulhos arriscados.


EN:
Ribeira do Porco (the pig's river) has its origin in Boca Torrinhas (1430m) and is one of the most torrential in the island. The origin of its name is unknown but is probably due to the importance of these animals for the livelihood of the locals. According to the enrollment of cattle in 1893 the parish had about 4060 pigs.

Along its course we can frequently find small pools, which delight the view and invite for a dip in its translucent waters. This pool is known as Poço das Casas (The Houses' Pool) but there are also inscriptions on the spot with references to Poça dos Namorados (Valentine's Pool).

Although it does not have the powerfull waterfall or the depth of its neighbor, Poço do André, this place has the advantage of faster and simpler access. 

The route starts at Falca de Cima in a path that begins by crossing some houses and then, in the final descent, ends among vineyards. Before reaching the bridge, turn left and look for the best way down to the stream. 

At the end of the journey you will have as a reward the beautiful Poço das Casas.

ATTENTION:
- The course should only be done in good weather conditions.
- You should bring water and food, appropriate clothing and shoes.
- Total (car - Poço das Casas - car): 900m, 50m gradient.
- Pay attention to the river flow and avoid risky diving.


GPS:


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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Porto das Salemas

PORTO DAS SALEMAS - PORTO SANTO
N 33º05.590 / W 016º20.842

 Porto das Salemas

PT: 
Este é um dos tesouros mais bem escondidos da costa norte da ilha do Porto Santo. 
O Porto das Salemas é uma pequena e maravilhosa enseada, muito bem escondida mas merecedora de uma visita.
Começamos por ir em direcção à Fonte da Areia na costa norte da ilha e seguir as indicações que se encontram na estrada assinalando o percurso até ao Porto das Salemas. 
Irão chegar a um ponto onde a indicação é para seguirmos por uma estrada de terra. Poderá utilizar o seu carro nos primeiros metros do trilho de terra, estacionando-o no largo antes de iniciar a descida (N 33º 05.504, W16º 20.644).  
Se tiver um veículo 4x4 poderá continuar a descer.
O trilho é bastante íngreme em algumas partes e com alguma pedra solta, pelo que deverão ter algum cuidado.
Ao chegar ao Porto das Salemas poderás tirar algum tempo para observar alguns fenómenos geológicos interessantes.
O local possui lareiras e mesas para piquenique.
Deverás visitar este sítio apenas com maré baixa, para que possas aproveitar e mergulhar nestas águas límpidas. Com as condições adequadas, formam-se pequenas piscinas naturais com um fundo de areia.


ATENÇÃO:
- O percurso deverá ser feito apenas com boas condições climatéricas.
- Deverás levar água e comida, roupa e calçado apropriados (evitar chinelos).
- Total (carro - Porto das Salemas - carro): 1,2km, desnível 120m.
- Apenas durante a maré baixa
- Utilize apenas as piscinas naturais. A praia não é vigiada e o mar na costa norte é perigoso. 


EN:
This is one of the best hidden treasures of the north coast of the island of Porto Santo.
Porto das Salemas is a small and beautiful cove, very well hidden but worth a visit.
We start by going towards Fonte da Areia on the north coast of the island and follow the directions that are on the road pointing the way to Port of Salemas.
You will reach a point where the indication is to follow a dirt road. You can use your car in the first few meters of the dirt track, parking it in the wide area before starting the descent (N 33º 05.504, W16º 20.644).
If you have a 4WD you can continue to descend.
The track is quite steep in some parts and with some loose stone, so be careful.
When arriving at Port of Salemas you can take some time to observe some interesting geological phenomena.
The site has fireplaces and picnic tables.
You should visit this place only with a low tide, so that you can enjoy and dive in these clear waters. 
With the right conditions, small natural pools with sandy bottoms are formed.



ATTENTION:
- The route should only be done in good weather conditions.
- You should bring water and food, appropriate clothing and shoes (No slippers).
- Total (car - Porto das Salemas - car): 1.2km. Gradient: 120m.
- Only during low tide!
- Use only the natural pools. The beach is unsupervised and the sea on the north coast is dangerous.



GPS:




sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Lagoa do Vento

LAGOA DO VENTO
N 32º45.611 / W 017º07.331

Lagoa do Vento

PT:

A Vereda da Lagoa do Vento é um dos percursos alternativos da zona do Rabaçal para aqueles que querem soltar o seu espirito de aventura. Apesar da sua beleza não ficar nada atrás de outros locais vizinhos, a Lagoa do Vento normalmente não é a primeira opção para quem visita o vale do Rabaçal pela primeira vez.
Todo o percurso foi alvo de intervenção em 2018 encontrando-se em bom estado. 

Este é um percurso efetuado no interior do urzal de altitude (Erica sp.) e da floresta nativa da Ilha da Madeira, a Laurissilva, pelo que é garantido encontrar pelo caminho muita vegetação, ribeiros bonitos e vistas absolutamente fantásticas sobre o vale do Rabaçal. 

Estacione na E.R.105 junto à estrada de acesso ao Posto Florestal do Rabaçal e procure a Levada do Alecrim (N 32º45.210 / W017º07.956), poucos metros à frente. Percorra a levada até encontrar uma descida, à esquerda (N 32º45.462 / W017º07.232), que o conduzirá até à Lagoa do Vento. Antes de descer, considere a sugestão de continuar em frente até ao início da levada, onde vai encontrar a Lagoa D. Beija. Este desvio de cerca de 1,8km/25minutos (ida e volta) irá ser largamente recompensado com uma bela paisagem. Aproveite e disfrute do momento para descansar um pouco (quem sabe até mergulhar) e regresse pelo mesmo percurso até à descida (N 32º45.462 / W017º07.232).

A descida faz-se entre o urzal de altitude, constituído essencialmente pela “Urze das Vassouras” (Erica platycodon maderincola), uma espécie de arbusto endémico da Madeira. 
O piso é irregular e poderá estar escorregadio, pelo que se recomenda precaução. 
Aprecie as panorâmicas oferecidas pelos vários miradouros que se encontram ao longo do caminho.

Continue a descer até chegar à magnífica Lagoa do Vento, uma das muitas lagoas que se encontram ao longo deste curso de água (Ribeira Grande ou do Lajeado) e que o desafiam para um mergulho no mínimo refrescante. 

Esta lagoa é alimentada pela sua cascata com 80 metros de altura e as águas que escorrem além da lagoa são as águas que alimentam a mais visitada cascata do Risco (120m).  Se o caudal da ribeira o permitir, poderá descer um pouco pelo seu leito e desfrutar de uma paisagem única sobre o miradouro do Risco. Observe também o manto verde que cobre o vale do Rabaçal, mas faça-o com muito cuidado e não se aproxime da beira da escarpa, mantenha-se em segurança.

Ao regressar poderá seguir pelo mesmo trilho ou poderá virar à direita no primeiro cruzamento (N 32º45.566 / W017º07.391) em direção à Casa do Rabaçal (N 32º45.692 / W017º08.088). Poderá aproveitar para descansar neste local e utilizar os seus seviços (bar e wc) antes de subir 2km a pé ou através do serviço de transporte disponilizado (10h -18h, 3€ só ida / 5€ ida e volta)

ATENÇÃO
- O percurso deverá ser feito apenas com boas condições climatéricas.
- Deverás levar água e comida, roupa e calçado apropriados.
- Carro - Lagoa do Vento - Carro (total): 8 km, 3h, altitude: 1330-1180
- Carro - Lagoa da Dona Beija - Lagoa do Vento - Carro (total): 9,8km, 3h20, altitude: 1330-1180
- Carro - Lagoa da Dona Beija - Lagoa do Vento - Casa do Rabaçal - Risco - Carro (total): 11km, 4h,altitude: 1330-1080
- Carro - Lagoa da Dona Beija - Lagoa do Vento - Casa do Rabaçal - Risco - 25 Fontes - Carro (total): 15,5km, 6h, altitude: 1330-980



EN:

The Lagoa do Vento Trail is one of the alternative routes of the Rabaçal area for those who want to unleash their adventure spirit. Although its beauty is not far behind other neighboring sites, Lagoa do Vento is not usually the first choice for those who visit the Rabaçal valley for the first time. 
The whole route was repaired in 2018 and is in good condition.

This is a route along the interior of the heath of high-altitude (Erica species) and Madeira's native forest, the Laurissilva (Laurel Forest), so it is guaranteed that you'll find along the path a lot of vegetation, beautiful streams and absolutely fantastic views over the Rabaçal valley.

Park on the E.R.105 next to the access road to the Rabaçal Forest Post and look for Levada do Alecrim (N 32º45.210 / W017º07.956), a few meters ahead. Go through the levada until you find a descent, on the left (N 32º45.462 / W017º07.232), which will take you to Lagoa do Vento. Before descending, consider the suggestion to continue on until the beginning of the levada, where you will find Lagoa D. Beija. This detour of about 1.8km / 25minutes (round trip) will be largely rewarded with a beautiful landscape. Enjoy the moment and rest a little (maybe even dive) and return by the same route until the descent (N 32º45.462 / W017º07.232).

The descent is made  between the high-altitude heath mainly constituted by Erica platycodon maderincola an endemic shrub of Madeira used in the old days to make brooms.
The floor is uneven and may be slippery, so caution is advised.
Enjoy the panoramic views offered by the various viewpoints that lie along the way.

Keep going down until you reach the magnificent Lagoa do Vento, one of the many ponds along this water course (Ribeira Grande or Lajeado) that challenge you for a refreshing dip.

This pond is fed by its 80 meters high waterfall and the waters that flow beyond the pond are the waters that feed the most visited Risco Waterfall (120m). If the flow of the stream allows, you can descend a little and enjoy a unique landscape over the Risco's viewpoint. Note also the green mantle that covers the Rabaçal valley, but do it very carefully and do not approach the edge of the scarp. Stay safe.

When you return you can follow the same trail or you can turn right at the first intersection (N 32º45.566 / W017º07.391) towards Casa do Rabaçal (N 32º45.692 / W017º08.088). There you can make the most of its facilites (bar and wc) and rest before climbing 2km on foot or through the available transport service (10h -18h, € 3 one way / € 5 round trip).

ATTENTION
- The route should only be done in good weather conditions.
- You should bring water and food, appropriate clothing and shoes.
- Car - Lagoa do Vento - Car (total): 8 km, 3h, altitude: 1330-1180
- Car - Lagoa da Dona Beija - Lagoa do Vento - Car (total): 9,8km, 3h20, altitude: 1330-1180
- Car - Lagoa da Dona Beija - Lagoa do Vento - House of Rabaçal - Risco - Car (total): 11km, 4h, altitude: 1330-1080
- Car - Lagoa da Dona Beija - Lagoa do Vento - House of Rabaçal - Risco - 25 Fontes - Car (total): 15,5km, 6h, altitude: 1330-980




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domingo, 6 de maio de 2018

Ribeira Funda

RIBEIRA FUNDA
N 32º 49.815, W 017º 07.984

Ribeira Funda vista desde o Caminho Real de acesso ao Fanal e à Ribeira da Janela

PT: 
Vamos conhecer uma das zonas mais escondidas da ilha da Madeira: a Ribeira Funda.
A Ribeira Funda situa-se num vale entre o Seixal e o Porto Moniz e só recentemente (2006) é que é possível chegar de carro. Antes as famílias que aqui viviam tinham de subir aproximadamente 800 degraus numa vereda perigosa cravada na rocha para conseguir chegar a casa. Esta vereda chegou a tirar a vida a algumas pessoas.
Desconhece-se a data de construção da escadaria, sabe-se apenas que foram os habitantes que colocaram cada degrau com pedras da ribeira e cimento para ter acesso ao mar.
Os carros ficavam então na antiga ER101 protegidos por uma furna.

Nos tempos em que a Ribeira Funda era uma terra fértil para o cultivo da vinha, a aldeia servia como um importante ponto de passagem a quem se dirigia do Seixal à Ribeira da Janela. O caminho era feito pela serra e garantia a circulação de diversas pessoas pela povoação. A ligação entre os concelhos de S.Vicente e Porto Moniz fazia-se graças ao Caminho Real. Hoje o traçado está instransitável em vários pontos mas continua a ser possível fazer a secção Ribeira Funda - Ribeira da Janela.  
Para chegarem às povoações da zona Sul da Madeira, os habitantes da Ribeira Funda usavam o caminho do Castanheiro, que é agora utilizado na prova do KM vertical do Fanal. A construção da estrada regional 101 tirou a Ribeira Funda das rotas de circulação entre aldeias, condenando a população ao isolamento completo.

Vista desde o Caminho Real de acesso ao Fanal e à Ribeira da Janela

No primeiro trimestre de 2018 surgiu um buraco na Estrada Regional 101 devido à forte erosão causada pelo mar, uma das vias que os residentes utilizam para sair deste sítio, onde residem actualmente oito pessoas. Assim, neste momento para aceder à Ribeira Funda com veículos é necessário recorrer a uma transgressão rodoviária. Os moradores têm de utilizar a saída de emergência do túnel da Fajã das Contreiras, na Via Expresso, pondo em causa a segurança automóvel desta via, que segue em direcção ao concelho do Porto Moniz.

Poucos metros após da saída de emergência vão se deparar com a Rua António Jeremias de Sousa. O seu início é assustador com um túnel íngreme e bastante húmido. Após o primeiro túnel, passamos por uma ponte que atravessa o leito da Ribeira Funda. Se tiveres oportunidade para o carro em cima da ponte para poderes contemplar a ribeira que passa por baixo. Uns metros mais à frente chegamos ao fim da estrada e à aldeia da Ribeira Funda. 
Primeiro túnel da Rua António Jeremias de Sousa

Ainda é possível percorrer a pé o acesso pela ER101 no entanto existem enormes perigos à espreita.
À entrada para a ER 101 (N 32º 49.575, W 017º 07.349), deparámo-nos com o seguinte aviso: “Perigo de queda de pedras. Utilização sob exclusiva e única responsabilidade dos utentes”. Não tarda muito até que se possa ver a razão do aviso pois a estrada está repleta de rochedos, troncos de árvores e, imagine-se, muito calhau arrastado pela força do mar e que galgou o muro de protecção.
Os mais corajosos podem ignorar o muro junto ao túnel de acesso à Ribeira Funda (N 32º 49.887, W 017º 07.952) e percorrer mais alguns metros por entre canavieiras e pedras até ao ponto onde as águas da Ribeira Funda se juntam ao mar. Aqui verão o seu esforço recompensados com uma linda cascata:

Foz da Ribeira Funda (N 32º 49.887, W 017º07.952)
A Ribeira Funda foi o início do Seixal, isto porque os habitantes da freguesia viveram em primeiro lugar nesta zona, para depois deslocarem-se para o centro.
Na Ribeira Funda não encontrarão mercearias ou bares mas ainda passa por ali o carro do pão, do peixe e da fruta. Chegou a haver pelo menos 100 famílias e uma escola com cerca de 50 alunos mas fechou (ardeu e ficou inactiva).

A população mostra algumas reservas no contacto com quem vem do exterior, têm muita resistência a tudo o que é estranho e são pouco comunicativos.
Os idosos que ali residem saem muito poucas vezes (habitualmente apenas para consultas médicas) e nem gostam de andar de carro. Apesar da idade avançada, muitos continuam a tratar dos seus terrenos agrícolas. 

A agricultura é uma das principais actividades da pequena povoação, senão a única. Há muita verdura e os terrenos são muitos férteis. A agricultura, sobretudo o vinho, dá-se aqui muito bem. Ainda assim, existem potencialidades turísticas nomeadamente o Alojamento Local.
Contam-se pelos dedos as habitações que se encontram em estado conservado. São cerca de oito as que ainda apresentam condições, número inferior àquelas que estão deixadas ao abandono e a apodrecer. Contudo, existem oportunidades de negócio na Ribeira Funda, com algumas dessas moradias abandonadas a encontrarem-se à venda. 
Como a Ribeira Funda fica na Laurissilva, não é permitida a construção de mais moradias.


Para além do pedestrianismo e das provas de trail o Canyoning é também uma das actividades com mais atractividade na Ribeira Funda.  A ribeira que dá o nome à aldeia é frequentemente percorrida por praticantes de todas as partes do mundo sendo frequentemente elogiada por ter uma das mais bonitas cascatas da ilha, o Poço da Viúva (60m).

Primeira cascata do canyon da Ribeira Funda (10m)

EN:
Let's get to know one of the most hidden areas of the island of Madeira: Ribeira Funda.
Ribeira Funda is located in a valley between Seixal and Porto Moniz and only recently (2006) it is possible to reach by car. Before the new accessibilities, the families who lived here had to climb about 800 steps in a dangerous path carved in the cliffs to get home. This path even took some people's lives.
It is not known the date of construction of the staircase, it is only known that it was the inhabitants who placed each step with rocks of the river and cement to have access to the sea.
The cars were then parked in the old ER101 protected by a cave.

In the days when Ribeira Funda was a fertile land for the vineyard production, the village served as an important passage point for those who went from Seixal to Ribeira da Janela. The route was made along the mountain and guaranteed the circulation of several people through the village. The connection between the municipalities of S.Vicente and Porto Moniz was made thanks to the Royal Path. Today the route is impassable in several points but still it is possible to make the section Ribeira Funda - Ribeira da Janela.
To reach the settlements in the south of Madeira, the inhabitants of Ribeira Funda used the Castanheiro trail, which is now used in the Fanal Vertical KM. The construction of the Regional Road 101 took Ribeira Funda off the circulation routes between villages, condemning the population to complete isolation.



In the first quarter of 2018, a hole in Regional Road 101 arose due to the strong erosion caused by the sea. This was one of the ways residents used to leave the village where eight people live. So, at this moment to access the Ribeira Funda with vehicles it is necessary to resort to a road transgression. Residents have to use the emergency exit of the Fajã das Contreiras tunnel on the express way, calling into question the car safety of this route, which runs towards the municipality of Porto Moniz.

A few meters after the emergency exit you will come across Rua António Jeremias de Sousa. Its start is scary with a steep and quite humid  tunnel. After the first tunnel, we pass through a bridge that crosses the Ribeira Funda bed. If you have the opportunity stop the car over the bridge so that you may contemplate the stream that passes underneath. A few meters ahead we reach the end of the road and the village of Ribeira Funda. 

It is still possible to walk on the ER101 access however there are huge dangers lurking.
At the entrance to ER 101 (N 32º 49.575, W 017º 07.349), we come across the following warning: "Danger of falling stones. Use under the sole responsibility of users ". It will not be long until you can see the reason for the warning, for the road is full of rocks, tree trunks, and, imagine, a lot of stones dragged by the force of the sea climbing the protective wall.
The most courageous can ignore the wall next to the access tunnel to Ribeira Funda (N 32º 49.887, W 017º 07.952) and walk a few more meters between canes and rocks to the point where the waters of Ribeira Funda join the sea. Here you will see your effort rewarded with a beautiful waterfall:

Ribeira Funda
Ribeira Funda was the beginning of Seixal, because the inhabitants of the parish lived first in this zone and then moved to the center.
There were once at least 100 families and a school with about 50 students but it closed (burned and became inactive).
At Ribeira Funda you will not find grocery stores or bars, but there are still sellers that drive here to sell their bread, fish and fruit. 

The population shows some reservations in the contact with those who come from the outside, they have a lot of resistance to everything that is strange and they are little communicative.
The elderly people who live there leave very few times (usually only for medical visits) and don't even like to ride cars. Despite the old age, many continue to look after their agricultural lands.

Old bridge destroyed by bad weather

Agriculture is one of the main activities of the small village, if not the only one. There is plenty of greenery and the grounds are very fertile. Agriculture, especially wine, is very good here. Nevertheless, there are tourist potentialities, namely Local Accommodation.
The houses that are in a preserved state are counted by the fingers. There are about eight that still present conditions, a number lower than those that are left to abandonment and to rot. However, there are business opportunities in Ribeira Funda, with some of these abandoned homes being offered for sale.
As Ribeira Funda is in an Laurissilva protected area, it is not allowed to build more houses.

In addition to hiking and trail running, Canyoning is also one of the most attractive activities in Ribeira Funda. The river that gave its name to the village is often visited by practitioners from all over the world and is often praised for having one of the most beautiful waterfalls on the island,  Poço da Viúva (Widow's Well, 60m).



Poço da Viúva Negra (60m) - Foto: José Barrera

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